O grande escritor e pensador René Daumal, disse que "Um homem não pode viver sem lume, e não é possível fazer-se lume, sem queimar alguma coisa".
Pois bem, como seres humanos que somos, não poderemos negar que as paixões são uma faceta incontornável da nossa plurifacetada existência, pelas quais invariavelmente nos movemos, situando-nos nesse território vasto e de fronteiras difusas, espraiado por entre os prazeres da vida e a indispensável esperança.
Sendo inegável que a paixão desempenha (porque lhe atribuimos) um papel primordial nas nossas vidas, podendo vir a revelar-se como nutrimento saudável e/ou prejudicial na alimentação da nossa alma, não poderei concordar mais com Camus, quando diz que "tudo o que não é paixão tem um fundo de aborrecimento".
A paixão, sendo por natureza genérica, pode-se inclusive prender com elementos menos nobres e banais (na visão dos outros) da nossa infinda realidade circundante, sejam eles um time de futebol, um (...), uma (...), ou até mesmo uma particular marca automobilística.
Se a Alfa Romeo, configura para mim, o Olimpo do mundo automóvel, pela qual nutro uma das minhas muitas paixões, desde a mais tenra infância, incluo agora no blog, um video respeitante a um dos seus muitos modelos, sob a batuta do sarcástico entertainer Jeremy Clarkson, qual favorito do meu navegador da net, retirado do meritório programa televisivo Top Gear, tributo permanente à degustação e ao apreço por essas máquinas que, tal como a paixão, nos podem despudoradamente queimar ou prazeirosamente incendiar.
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